domingo, 24 de maio de 2009

Pecuária de Goiânia em perspectiva polifônica


Falta de estacionamento, multidão e contratempos. A Pecuária de Goiânia já entra em sua última semana e os visitantes devem manter todo o cuidado ao optarem por fazer esse passeio. Nem o alto valor da entrada e dos estacionamentos ao redor do Parque de Exposições da Nova Vila são capazes de evitar problemas. Pelo contrário, os atraem. A intensa circulação de dinheiro "vivo" talvez seja o principal fator para isso.

E o dinheiro corre solto mesmo. Para conseguir estacionar com o mínimo de segurança possível, paga-se entre R$ 10 e R$ 15. Depois do carro já estacionado, para entrar no parque, a maioria dos visitantes pagam entrada inteira - os organizadores não aceitam muitas carteirinhas de escolas e universidades, muito menos comprovante de matrícula. Comida e bebida dentro da Pecuária têm preços exorbitantes. Já as boates cobram entre R$ 25 e R$ 70, dinheiro esse que os visitam pagam apenas para "rirem lá dentro".

Não bastasse a falta de estacionamento nas imediações da Nova Vila, os "vigias" de carro, os inúmeros cambistas, os assaltantes e batedores de carteira, há estelionatários à solta por lá. Prova disso, é que na noite da última sexta-feira, 22, uma mulher, com preguiça de enfrentar a imensa fila da bilheteria de uma boate, se aproveitou do serviço de um atravessador que estava por ali perto. O que ela não imaginava é que estava comprando um ingresso falso. Ao tentar entrar na Búfalo's, foi barrada pelos seguranças. A sorte da moça é que a polícia conseguiu encontrar o autor do estelionato ainda nas imediações com outras dezenas de bilhetes falsos.

Ano após ano, o que se houve é a possível transferência da Pecuária do atual local, cujo terreno foi doado pelo governo. Agora, a Assembleia até autorizou a doação de R$ 1 milhão para que a SGPA finalmente construa seu Parque de Exposições em outro local. Mas com o dinheiro que circula por ali, será que realmente seria necessário esse empréstimo? Sinceramente, penso que não. Enquanto isso, os goianos continuam se sujeitando ao estelionato, seja ele "formal" ou não, "moral" ou não, "legal" ou não, "legítimo" ou não.

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